sexta-feira, 30 de abril de 2010

Moldar o futuro

Porque é que algumas pessoas a quem foram fornecidos recursos, suporte, educação, ainda que possam demonstrar algum sucesso, frequentemente não fazem a diferença?


E por outro lado porque é que outras pessoas com origens origens humildes e que passaram por muita dor nas suas vidas a nível físico, financeiro, psicológico e mesmo emocional, acabam por ter vidas preenchidas, bem sucedidas e com elevados índices de contribuição para a sociedade?
Afinal o que é molda o  nosso destino? Qual é a distinção que faz com que algumas pessoas alcancem o sucesso e outras, muitas vezes com o mesmo background, cultura e educação apenas encontrem o fracasso?

Vivemos numa cultura em que o passado iguala o futuro. Se temos problemas e não conquistamos o que desejamos, a tendência é procurar logo explicações no passado.

É muito frequente ouvirmos argumentos como: "não sou bem sucedido nos estudos porque nunca me incentivaram", ou "porque os meus pais não me ensinaram", ou mesmo "porque um professor me traumatizou" ou "tenho problemas com relacionamentos porque os meus pais não se davam bem" ou " porque o meu ex-marido me retirou toda a confiança e a capacidade de amar". Estes argumentos têm um aspecto comum: as respostas encontram-se no passado.

A minha vida é dedicada a estudar pessoas bem sucedidas. Procuro padrões, crenças e rituais que os distinguem daqueles que têm muito boas desculpas e muito pouco sucesso. Na realidade praticamente todas as pessoas bem-sucedidas que encontrei têm um padrão em comum: não se focam no passado, nas desculpas. O seu foco aponta para o futuro. Para os vencedores o passado não iguala o futuro. Quando tomam uma decisão estão a esculpir o seu destino e a transformar por compçleto as suas vidas.
Se não tomamos decisões, deixamo-nos andar e adaptamo-nos ao mundo, ao status quo. Quando tomamos verdadeiras decisões, o mundo adapta-se a nós e é aí que fazemos a diferença! Na minha perspectiva a definição de uma verdadeira decisão é cortar com todas as possibilidades excepto aquela com que estamos comprometidos. Uma decisão é um ponto de não retorno. No fundo o que os espanhois fizeram quando colonizaram a América do Sul: mal desembarcaram queimaram os barcos. Desta forma ficaram sem possibilidade de voltar atrás. E é isso que temos que fazer sempre que queremos alterar o nosso destino: eliminar toda e qualquer possibilidade de voltar atrás.
No fundo não é mais do que Thomas Edison fez quando decidiu criar a lâmpada electríca ou mesmo Michael Jordan quando decidiu fazer a diferença e tornar-se o melhor jogador de sempre da NBA.

Ao vosso sucesso!